#98 Evidência para a Ressurreição de Jesus
August 3, 2014O que conta como evidência história para a ressurreição? Fatos da história são simplesmente aqueles em que a maioria dos acadêmicos acredita que aconteceram ou existe outro critério? Dr. Craig define o que ele quer dizer com a frase “fato histórico” e porque acadêmicos concordam que componentes-chave do relato da ressurreição, tal como a tumba vazia, as aparições pós-morte, e a crença dos discípulos na ressurreição de Jesus dos mortos qualificam-se como fatos. A evidência da ressurreição é forte e confiável, provendo ao cristão confiança e esperança.
Seus Debates sobre a Ressurreição sempre se firmam em pelo menos 3 fatos históricos. Bem, quando eu começo a debater/discutir desta forma: a objeção imediata é com o uso destas palavras. A objeção é que não existem fatos históricos.
Então minha pergunta é: o que você quer dizer com as palavras “fato histórico”? Eu não consigo encontrar qualquer explicação em seus livros que eu tenho... Ou em qualquer um de seus debates... Ou no Fórum Aberto desse site. Eu posso ter passado por cima, mas eu não consigo ver.
O que eu tenho entendido até agora é que, a seu ver, um “fato histórico” é aquele que é geralmente aceito pela maioria dos acadêmicos na área. Como um consenso geral ou majoritário entre acadêmicos bíblicos.
Se é assim que você define “fato histórico”, para qual referência eu posso apontar que mostra que isso é uma definição aceitável usada por acadêmicos? Está em algum dicionário... Uma enciclopédia... Na Wikipédia?
Eu acho seus debates muito poderosos, mas uma questão chave (a meu ver pelo menos) parece ser aqueles “fatos históricos” sobre os quais você constrói a sua defesa nos debates.
MUITO OBRIGADO por qualquer resposta e ajuda que você possa me dar. Um dia espero conhece-lo.
Deus lhe abençoe.
Francis
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Dr. craig’s response
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Evidência para a ressurreição
Tenho me surpreendido de quantas pessoas têm tropeçado naquelas palavras, Francis, especialmente quando eu não quero dizer nada técnico com esta expressão. Então é bom que eu tenha uma chance de clarificar o meu significado.
Se você der uma olhada no quinto capítulo do Reasonable Faith em “O Problema do Conhecimento Histórico,” verá que eu discuto ali, sim, a noção de um fato histórico. Você verá que eu discordo da afirmação de Carl Becker de que fatos históricos são as declarações de historiadores sobre eventos. Então eu não considero que fato histórico seja “aquilo que é geralmente aceito pela maioria dos acadêmicos daquela área.” Eu escrevo, “Na verdade, um fato histórico é, ou o próprio evento histórico, ou um pedaço de informação acurada sobre aquele evento” (p. 231).
Então, o assassinato de Lincoln, por exemplo, é um fato histórico, isto é, um evento que realmente aconteceu. Ou, a proposição Lincoln foi assassinado é um fato histórico, isto é, um pedaço de informação sobre algum evento. Nada de misterioso aqui!
Evidência para a ressurreição - O que conta como fato histórico?
O que exatamente conta como evidência histórica para a ressurreição? Quando eu digo, por exemplo, “Existem três fatos históricos que devem ser explicados por qualquer hipótese histórica adequada sobre o destino de Jesus,” eu quero dizer que qualquer descrição adequada do que aconteceu com Jesus deve prover uma explicação de três eventos (tipicamente, a descoberta de sua tumba vazia, suas aparições pós-morte, e a origem da crença dos discípulos em sua ressurreição).
Às vezes eu uso esses fatos “estabelecidos” para chamar a atenção para o fato de que esses eventos carregam a confirmação da grande maioria do academicismo do Novo Testamento hoje. Talvez seja isso que faz muitos tropeçarem. Eles naturalmente acham que não existe evidência para esses supostos eventos e que eles são, portanto, meramente objetos de fé. De fato, fiquei muito chocado quando, durante meu trabalho doutoral sobre a historicidade da ressurreição de Jesus, eu me dei conta de que, não somente havia uma boa defesa para ser feita, de que esses eventos realmente aconteceram, isto é, que eles são fatos, mas que a maioria dos acadêmicos de Novo Testamento que têm escritos sobre o assunto concordam que eles são fatos!
Eu sei que isso parece assustador, até mesmo inacreditável, mas é verdade. Isso não é meramente minha impressão da literatura. Em uma pesquisa bibliográfica de mais de 2.200 publicações sobre a ressurreição, em inglês, francês e alemão desde 1975, Gary Habermas encontrou que 75% dos acadêmicos aceitam a historicidade da descoberta da tumba vazia de Jesus, e que existe quase que aceitação universal sobre as aparições pós-morte.[1] Esses podem, portanto, ser contados como boa evidência para a ressurreição.
Evidência da ressurreição - a força da evidência histórica
Já que os críticos do Novo Testamento não confessam simplesmente esses fatos, mas os reconhecem como fortes evidências históricas (que eu explico em detalhes em meu trabalho publicado) acho justo falar deles como fatos estabelecidos sobre Jesus que precisam ser explicados. Isso não quer dizer que eles são certos ou indubitáveis (apesar de N. T. Wright, no fim de seu estudo volumoso sobre a ressurreição de Jesus, opinar que a tumba vazia e as aparições pós-morte de Jesus terem uma probabilidade histórica tão alta que chega a ser “virtualmente certo,” como a morte de Augusto César em 14 A. C. ou a queda de Jerusalém em 70 A.D.![2]), mas meramente que eles têm um grau de credibilidade comparável a outros fatos comumente aceitos da história antiga.
Então se seus amigos entendem que esses não são fatos históricos, você deveria perguntar a eles qual a fonte de informação que eles têm que os levam a discordar de mais de 75% de acadêmicos treinados que têm estudado esta pergunta. Como eles encontraram (tiveram?) tal insight? Como eles refutariam a evidência para a ressurreição que tem levado tantos acadêmicos à conclusão contrária? Eu ficaria interessado em saber o que eles irão dizer.
[1] Gary Habermas, “Experience of the Risen Jesus: The Foundational Historical Issue in the Early Proclamation of the Resurrection,” Dialog 45 (2006): 292.
[2] N. T. Wright, The Resurrection of the Son of God (Minneapolis: Fortress, 2003), p. 710.
- William Lane Craig