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#210 Base Bíblica para a Asseidade Exclusiva de Deus

October 28, 2014
Q

Caro Dr. Craig,

Eu tenho uma pergunta sobre o seu podcast intitulado "Peter van Inwagen e Seres Não-Criados".

Neste podcast você argumentou que a exegese do Credo de Nicéia de van Inwagen era injustificada. (Nota: van Inwagen havia argumentado que o domínio implícito de quantificação universal no Credo de Nicéia era restrito a objetos concretos).

Para fornecer provas teológicas contra a tese de van Inwagen, você citou João 1:3 no sentido de que todas as coisas foram feitas por intermédio da Palavra.

No entanto, não estou totalmente convencido de que o versículo que você cita apoia a forte postura que você toma contra objetos abstratos.

João 1:3 diz: "Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez”.

Quando eu chequei o dicionário, algo foi definido como "feito" se foi de alguma forma "artificial" ou "inventado". Como tal, pode-se argumentar que o domínio de quantificação universal em João 1:3 é restrito a objetos que são "feitos" e, portanto, são contingentes, já que parece plausível supor que uma condição necessária de um objeto "feito" é que seja contingente.

Assim, quando João 1:3 diz que "[...] sem ele nada do que foi feito se fez", essencialmente ele diz que sem Deus objetos contingentes não existiriam, mas não diz nada sobre a existência de objetos necessários.

A minha pergunta, então, é "por que é ilegítimo supor que o texto de João 1:3 não contém um domínio restrito de quantificação (ou seja, de objetos contingentes)?

Deus abençoe,

Andrew

<ul><li>New Zealand</li></ul>

Dr. Craig

Dr. craig’s response


A [

Na minha resposta (ainda não publicada) ao artigo do professor van Inwagen, eu defendo que sua exegese do próprio Credo de Nicéia é injustificada e, além disso, não é plausível, quando têm em conta as declarações dos ante-Niceanos e de Padres (da igreja) Niceanos que indicam que eles pensavam em Deus como o único agenetos (coisa não-criada). A questão da exegese do prólogo Joanino é uma questão à parte, a qual é, pelo menos, tão importante quanto a exegese do Credo. Eu, na verdade, estarei lendo um artigo sobre esse assunto para a seção da Literatura Joanina na convenção da Sociedade de Literatura Bíblica em São Francisco, em novembro deste ano (coincidente, aliás, com a conferência anual de apologética da Sociedade Filosófica Evangélica). Deixe-me dar uma prévia dos meus comentários.

Falando do Cristo pré-encarnado como o Logos ou Verbo (1:14), que no princípio estava com Deus e era Deus (1:1-2), João escreve:

Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez (1:3).

Considere a primeira cláusula do versículo 3. "Todas as coisas" (panta, plural neutro) denota todas as coisas tomadas isoladamente e não é simplesmente o conjunto (como poderia ter sido indicado por um artigo definido ta panta). É claro que Deus está implicitamente isento de inclusão em "todas as coisas", pois já foi dito que Ele estava (én) no princípio (en arché) (versículo 1). Deus e o Logos não são sujeitos a se tornarem ou virem a ser, mas de ser simpliciter. Eles simplesmente estavam no princípio (Gênesis 1:1, que se reflete no versículo 1). Portanto, "todas as coisas" designa tudo o que há além do próprio Deus. Tudo que não seja Deus e o Logos divino "passou a existir" (egeneto) através do Logos.

O verbo é a forma aorista de ginomai, cujo significado principal é "tornar-se" ou "se originar." Como se indica, este serve para contrastar todas as outras coisas com Deus, que simplesmente estava no princípio e, portanto, nunca veio a existir. O tempo verbal “aoristo” aqui implica que tudo o que existe (além de Deus) passou a existir em algum momento no passado. O versículo 3 traz, assim, a implicação metafísica pesada que não há entidades eternas à parte de Deus, eterno no sentido de existir atemporalmente ou de existir sempiternamente. Ao contrário, tudo o que existe, com exceção do próprio Deus, é o produto de surgimento temporal.

O verbo ginomai também tem o sentido de "ser criado" ou "ser feito." Este significado emerge no versículo 3 através da denominação do agente (di 'autou) responsável por as coisas vindo a existir. A preposição dia + genitivo indica a agência por meio da qual um resultado é produzido. Então se considera que o Logos é a pessoa que criou todas as coisas e as trouxe à existência. Essa agência não precisa impedir que Deus seja a causa última das coisas virem a existir e o Logos seja a causa instrumental (cf. I Cor 8:6;. Col. 1:16;. Heb. 1:1-2). Uma segunda implicação metafísica igualmente significativa do versículo 3 surge: só Deus existe a se (por si só); tudo o resto existe ab alio, ou seja, através do Logos divino.

Portanto, a primeira cláusula do versículo 3 afirma que tudo o que existe (exceto Deus) veio à existência por intermédio do Logos. Com isto em mente, volte-se agora para a segunda cláusula do versículo 3: "sem ele nada do que foi feito se fez". O verbo é novamente egeneto, a cláusula que afirma que nada veio à existência sem ou a parte do (choris) Logos, oude hen sendo apenas mais enfático do que ouden ("nada"). A segunda cláusula do versículo 3 é, portanto, simplesmente a negação da primeira cláusula contraditória.

No entanto, há uma pergunta significativa de como a frase do versículo 3 deve ser pontuada. Será que a frase termina com oude hen, como eu acho, ou a frase seguinte gegonen ho ("do que foi feito") deveria ser o término da frase? Ao contrário das declarações de alguns comentaristas, a exclusão ou a inclusão desta frase altera significativamente o sentido da segunda parte da frase. Sem a frase, a cláusula dois é plausivelmente entendida como simplesmente a negação da contradição da primeira cláusula. Mas, se a frase for incluída, o domínio do quantificador da segunda cláusula é restrito a coisas que vieram a existir (ho gegonen): "sem ele não uma das coisas que veio à existência veio à existência". Aqui a afirmação é a de que daquelas coisas que vieram a existir, nenhuma delas se fez a parte do Logos. Tudo o que veio a ser foi criado pelo Logos. Isto é consistente com a visão de que há coisas que nunca vieram a ser e por isso nunca foram criadas pelos Logos: essas entidades existiriam eternamente e a se. Se um ponto final só vem depois de as palavras ho gegonen, a segunda cláusula é muito mais fraca do que a primeira cláusula, na falta de ambas as implicações metafísicas da primeira cláusula.

A maioria da comissão editorial da quarta edição de O Novo Testamento grego, das Sociedades Bíblicas Unidas, atribuem uma classificação {B} para a pontuação do texto que coloca um ponto final depois de oude hen, indicando a sua quase certeza de que o texto foi pontuado desta forma. Como o texto grego original não continha nenhuma pontuação (o que é característico dos manuscritos mais antigos), o veredicto do comitê deve representar a sua confiança de que o texto, quando se entende corretamente, deveria ser pontuado dessa forma. Nisto eles seguem o consenso de muitos Padres antes de Nicéia que citam o texto. De acordo com Metzger, a maioria da comissão para a terceira edição foi impressionada com "o equilíbrio rítmico dos versículos do Prólogo, onde o paralelismo climático ou "escada" parece exigir que o fim de uma linha deve coincidir com o princípio do começo da próxima".1 O padrão é impressionante: "Palavra" (logos), "Deus" (theos), "vida" (zoé), "luz" (phos), e "escuridão" (skotia) todos estão neste padrão repetitivo. Adotando a pontuação sugerida acrescentaria ginomai (em tempos diferentes) para a lista, mas como um verbo seria excepcional.

No entanto, Metzger objeta ao notar que o gosto de João por começar uma cláusula ou frase com en + um pronome demonstrativo (13:35; 15:8; 16:26; 1 Jo 2:3, 4, 5; 3:10, 16, 19, 24; 4:2, etc). O argumento de Metzger me parece, no entanto, fraco porque a maioria desses exemplos são de 1 João e são instâncias de uma frase característica como "nisto sabemos", e autos não é em qualquer caso um pronome demonstrativo. Mais convincente é a afirmação de Metzger que o tempo perfeito de gegonen parece exigir o tempo presente estin no versículo 4 em vez de o tempo imperfeito én. Metzger acha que a frase começando com ho gegonen "intoleravelmente desajeitada e opaca”.2

Defensores de menos pontuação também podem notar que na literatura estóica encontramos uma construção semelhante: o destino, diz Crisipo, é "o logos, segundo o qual todas as coisas que foram feitas foram feitas, e todas as coisas que estão sendo feitas estão sendo feitas e todas as coisas que devem ser feitas serão feitas".

Em nome da pontuação da maioria do comitê, foi instado que João usa o dispositivo semítico de paralelos positivos e negativos (1:20; 3:18; 6:50; 1 Jo 1:8; 2:4). Mas, de fato, nenhum dos supostos exemplos diz a mesma coisa duas vezes, de modo que o estilo de João é solto o suficiente para permitir a adição de uma frase como ho gegonen. Um argumento melhor para a exclusão da frase é que sem ela panta e oude hen formam um bom inclusio: "todas as coisas através dele vieram a ser e sem ele não veio a ser nenhuma coisa."

Talvez alguma orientação para a pontuação e, mais fundamentalmente, à questão da atitude de João para a realidade dos objetos abstratos não-criados esteja disponível em um fundo filosófico e literário da doutrina do Logos de João. Pois a doutrina do Logos divino criativo era espalhada no Platonismo médio,3 e as semelhanças entre a doutrina do Logos de John e a do filósofo judeu alexandrino Fílon (20 aC-50 dC) são numerosas e impressionantes.4

Em particular, João e Fílon igualmente ligam o Logos com o começo do mundo. João diz que o Logos existia no princípio e que o mundo foi feito por ele (versículos 2, 10). Da mesma forma, Fílon, citando Gênesis 1:1: "No princípio Deus criou os céus e a terra", liga o Logos com o princípio do mundo (On the Creation of the World 26-27). Ambos entendem que o Logos é o agente da criação, por meio do qual o mundo foi feito. O uso do dia + genitivo para expressar criação instrumental não é derivado de literatura sapiencial judaica, mas é uma marca do Platonismo Médio; tanto que os estudiosos desse movimento estão acostumados a falar de sua "metafísica prepositiva", onde várias frases prepositivas são empregadas para expressar categorias causais:5

frase:

to huph hou

to eks hou

to di’ hou

to di’ ho

categoria

to aition

causa eficiente

to hulé

causa material

to ergaleion

causa instrumental

hé aitia

causa final

entidade:

Deus o criador

quatro elementos

Logos de Deus

A bondade de Deus

Fílon identifica as quatro causas aristotélicas com essas frases prepositivas, afirmando que "através do qual" representa a criação pelo Logos (On the Cherubim [De cherubim]124-7). Referências ao Logos como a causa instrumental da criação são predominantes em Fílon.6 Embora alguns comentaristas do Evangelho de João, com razão, têm insistido que João não está interessado, primariamente, em a metafísica, mas em a salvação, não podemos ignorar suas afirmações explicitamente metafísicas que todas as coisas foram feitas por intermédio do Logos (di 'autou) e que o mundo (kosmos) veio a existência por intermédio dele (di' autou) (1:3, 10).

As semelhanças entre as doutrinas de Fílon e João do Logos são tão numerosas e próximas que a maioria dos estudiosos joaninos, apesar de não estarem dispostos a afirmar dependência direta de João em Fílon, reconhecem que o autor do prólogo do Evangelho de João compartilha com Fílon uma tradição intelectual comum de interpretação platonizante de Gênesis capítulo um.

Agora, João não tarda em refletir sobre o papel do Logos divino causalmente antes da criação. Mas esse papel de pré-criação aparece com destaque na doutrina do Logos de Fílon. De acordo com David Runia, uma pedra angular do Platonismo Médio foi a bifurcação das esferas inteligíveis e sensíveis.7 Delinear a distinção desta forma é, no entanto, um pouco enganoso.8 A distinção fundamental aqui, como originalmente encontrada em Platão, é entre a esfera de ser estático (ti to on aei) e a esfera de ser temporal (ti to gignomenon aei). A primeira esfera deve ser apreendida pelo intelecto, enquanto que a segunda é percebida pelos sentidos. A esfera de tornar-se foi composta principalmente de objetos físicos, enquanto a esfera de ser estático era composta do que chamaríamos, hoje, objetos abstratos. Para Platonistas Médios e para Platão, o mundo inteligível (kosmos noétos) serviu de modelo para a criação do mundo sensível. Mas para um monoteísta judeu como Filo, o campo das ideias não existe independentemente de Deus, mas como conteúdo de sua mente. O Logos divino pode ser visto como a mente divina que forma o mundo inteligível ou, mais reducionista, como o cosmos noétos em si. Embora referências a este papel do Logos sejam frequentes em Fílon,9 a mais completa exposição de sua doutrina está em seu On the Creation of the World according to Moses: [Sobre a Criação do Mundo segundo Moisés]

Deus, porque Ele é Deus, compreendeu de antemão que uma cópia justa não viria a existir a parte de um modelo justo, e que nenhum dos objetos da percepção sensorial seriam sem culpa, a não ser que fossem modelados na ideia arquetípica e inteligível. Quando ele decidiu construir este cosmos visível, ele primeiro marcou fora o cosmos inteligível, para que ele pudesse usá-lo como um paradigma imaterial e mais semelhante a Deus e assim produzir o cosmos corporal, uma semelhança mais nova de um modelo mais antigo, que conteria tantos tipos senso-perceptíveis como havia tipos inteligíveis naquele outro. Declarar ou supor que o cosmos composto das ideias existe em algum lugar não é permissível. Como tem sido constituído vamos entender, se prestarmos muita atenção para uma imagem tirada do nosso próprio mundo. Quando uma cidade é fundada, de acordo com a grande ambição de um rei ou de um governante que reclamou poder supremo e, porque ele é ao mesmo tempo magnífico em sua concepção, acrescenta ainda mais adorno para sua sorte, pode acontecer que um arquiteto treinado surja. Tendo observado tanto o clima favorável quanto a localização do lugar, ele primeiro projeta em sua mente um plano de praticamente todas as partes da cidade que devem ser concluídas - templos, ginásios, escritórios públicos, praças, portos, estaleiros, ruas, construção de muros, o estabelecimento de outros edifícios privados e públicos. Então, tomando as impressões de cada objeto em sua própria alma como em cera, ele carrega por aí a cidade inteligível como uma imagem em sua cabeça. Reunindo as imagens por meio de seu poder inato de memória e gravando de suas características ainda mais claramente em sua mente, ele começa, como um bom construtor, a construção da cidade de pedra e madeira, olhando para o modelo e garantindo que os objetos corpóreos correspondam a cada uma das ideias imateriais. A concepção que temos a respeito de Deus deve ser semelhante a esta, ou seja, que quando ele decidiu fundar a grande cidade cósmica, ele primeiro concebeu seus contornos. Destes, ele compôs o cosmos inteligível, o que lhe serviu de modelo quando ele também completou o cosmos senso-perceptível. Assim como a cidade que foi marcada de antemão no arquiteto não tinha localização, mas tinha sido gravada na alma do artesão, da mesma forma o cosmos composto das ideias não teria nenhuma outra localização do que o Logos divino que dá a essas (ideias) a sua disposição ordenada. Afinal, que outro lugar haveria para seus poderes, suficientes para receber e conter, eu não falo sobre todos eles, mas apenas um único deles em seu estado não misturado? Se você quiser usar uma formulação que tem sido despojada ao essencial, pode-se dizer que o cosmos inteligível nada mais é que o Logos de Deus como Ele é, de fato, empenhado em fazer o cosmos. Pois a cidade inteligível também não é nada mais do que o raciocínio do arquiteto ao ele estar realmente envolvido no planejamento da fundação da cidade (Na Criação do Mundo 16-20; 24).

Particularmente notável é a insistência de Fílon de que o mundo das ideias não pode existir em qualquer lugar senão no Logos divino. Assim como existe o plano arquitetônico ideal de uma cidade apenas na mente do arquiteto, assim o mundo das ideias existe apenas na mente de Deus. Já que o tempo, para Fílon, tem um começo na criação, a formação do reino inteligível na mente divina provavelmente deveria ser pensada como atemporal e como explicativamente antes da criação do reino de Deus da esfera sensível.

Na doutrina de Fílon, então, não há uma esfera de objetos abstratos que existem independentemente. Embora não faça parte do reino criado, "o kosmos noétos, embora eterno e imutável, sua existência deve ser considerada dependente de Deus”.10

Dada a estreita semelhança da doutrina do Logos no prólogo joanino com a doutrina de Fílon, não é de todo impossível que o autor do prólogo tivesse conhecimento da relação do Logos com o campo das ideias. Se ele tomou a esfera das coisas criadas para incluir apenas os objetos concretos sujeitos a tornarem-se temporais, isso é, só porque entidades abstratas não eram consideradas objetos externos, que existem independentemente de Deus e, portanto, não um desafio para asseidade de Deus. Interessado como ele é na encarnação do Logos, João não perde tempo com a função de pré-criação do Logos; mas, dada a procedência da doutrina do Logos, ele pode muito bem ter tido conhecimento do papel do Logos em fundamentar a esfera inteligível e o seu papel de criar a esfera de objetos concretos temporais.

A conclusão mais plausível do nosso estudo exegético é que o autor do prólogo do Evangelho de João concebe que Deus é o criador de tudo a parte de si mesmo. Isso é claro se aceitarmos o veredicto da maioria sobre a pontuação do versículo 3. Mas, mesmo se adotarmos a posição minoritária e tomarmos os quantificadores de João como tacitamente restritos a objetos concretos na esfera de tornar-se temporal, ainda assim a esfera inteligível das ideias não era considerada uma esfera de objetos independentes que existiam co-eternamente com Deus e a parte dEle. Antes, essas eram ideias na mente de Deus, o Logos divino. A razão mais convincente para a adotar a leitura minoritária do versículo 3 é assim, ironicamente, também motivo para pensar que, na visão do autor, não há uma esfera de objetos abstratos independentemente existentes. Obviamente, João, ao contrário de Fílon, não ensina explicitamente conceitualismo divino. Mas é plausível que João, como Fílon, considerou Deus como a única entidade não-criada e o Criador de tudo que existe.



Notas

1 Bruce M. Metzger, A Textual Commentary on the Greek New Testament (London: United Bible Societies, 1971), p. 195.

2 Ibid., p. 196.

3 Para referências ver Gregory E. Stirling, “‘Day One’: Platonizing Exegetical Traditions of Genesis 1:1-5 in John and Jewish Authors,” artigo apresentado na seção de Fílon da Society of Biblical Literature, San Antonio, Texas, Novembro 20-23, 2004. O Logos já aparece no trabalho de Antiochus de Ascalon e Eudores, dois dos Platonistas Médio mais antigos.

4 Ver, por exemplo, Jutta Leonhardt-Balzer, “Der Logos und die Schöpfung: Steiflichter bei Philo (Op 20-25) und im Johannesprolog (Joh 1, 1-18)” em Kontexte des Johannesevangeliums, ed. Jörg Frey und Udo Schnelle, WUNT 175 (Tübingen: Mohr Siebeck, 2004), p. 318.

5 D. T. Runia, Philo of Alexandria and the “Timaeus” of Plato (Amsterdam: Free University of Amsterdam, 1983), pp. 140-3; Stirling, “ ‘Day One’.”

6 Runia provê a seguinte lista: Allegorical Interpretation [Legum allegoriae] 3. 9; On the Cherubim 28; On the Sacrifices of Abel and Cain [De sacrificiis Abelis et Caini] 8; On the Unchangeableness of God [Quod Deus sit immutabilis] 57; On the Confusion of Tongues [De confusione liguarum] 62; On the Migration of Abraham [De migrationi Abrahami] 6; On Flight and Finding [De fuga et inventione] 12; 95; On Dreams 2.45; The Special Laws [De specialibus legibus] 1.81.

7 Runia, Plato and the “Timaeus,” p. 68. O locus classicus da distinção era o Timaeus 27d5-28a4 de Platão, que por sua vez citado por Apuleius De Platone et eius dogmate 193; Nichomachus Introductio arithmetica 1. 2. 1; Numenius fr. 7; Justin Martyr Dialogue with Trypho 3. 5; Sextus Empiricus Adversus mathematicos 7. 142.

8 Nenhum dos textos de Runia faz a distinção em questão como fundamentalmente inteligível versus sensível; ao contrário, é ser vs. tornar-se. O problema com a caracterização anterior da distinção é que parece não deixar lugar de concreta imaterial como inteligências, anjos ou almas. Tendo em conta que a esfera inteligível existe na mente de Deus, tais seres não podem ser classificados como parte da esfera inteligível. Eles devem ser parte do reino sensível, que é assim descrito com mais precisão como a esfera de objetos concreto sujeitos a tornar-se.

9 Exemplo, Allegorical Interpretation 3. 96; On the Migration of Abraham 6; On Flight and Finding 12; On Dreams 1. 75; 2. 45; The Special Laws 1. 81; On the Confusion of Tongues 60-3; 172.

10 Runia, Plato and the “Timaeus,” p. 138.

- William Lane Craig