#212 Uma Perspectiva Molinista de Inspiração Bíblica
October 28, 2014Tenho ouvido a série 2 das suas Defenders Class [Classe dos Defenders] e terminei a gravação # 4 sobre o Apocalipse. Nesta gravação, você defende o ponto de vista do Conhecimento Médio da visão verbal, plenária e confluente da revelação. A minha pergunta é: "Se nós invocamos o conhecimento médio para descrever a inspiração, como vamos evitar dizer que todos os escritos na história são inspirados?" Deus não saberia exatamente que tipo de livros qualquer autor, como Christopher Hitchens, iria escrever livremente, dado o seu conjunto específico de circunstâncias? Portanto, todos os escritos, incluindo os de Christopher Hitchens são inspirados.
Aaron
<ul><li>United States</li></ul>
Dr. craig’s response
A [
Para aqueles que não estão familiarizados com o pano fundo desta pergunta, deixe-me explicar que se trata de minha defesa de inspiração verbal, plenária e confluente da Bíblia no meu artigo "'Men Moved by the Holy Spirit Spoke from God' (2 Peter 1.21): A Middle Knowledge Perspective on Biblical Inspiration [Homens Movidos pelo Espírito Santo Falaram da Parte de Deus" (2 Pedro 1:21 ): Uma Perspectiva do Conhecimento Médio sobre a Inspiração Bíblica"]. Nesse artigo defendo que o conhecimento médio divino nos permite afirmar a inspiração verbal e plenária das Escrituras, sem ditado divino. Porque Deus sabe sob que circunstâncias, apenas Paulo iria, por exemplo, escrever livremente sua carta aos Romanos. Pela criação de Paulo, naquelas circunstâncias, Deus pode fazer com que Romanos seja exatamente a mensagem que Ele quer transmitir-nos.
Agora a sua pergunta, Aaron, é boa. Como Deus é onisciente, Ele sabe o que qualquer autor humano iria escrever livremente em quaisquer circunstâncias em que Ele o colocaria. Ao colocar Christopher Hitchens nas circunstâncias em que ele tem estado, Deus soberanamente fez com que Christopher Hitchens livremente escrevesse exatamente o que ele escreveu. Então, o que faz com que um seja a Palavra de Deus para nós e o outro não?
A diferença essencial não reside no modo de agir de Deus. Lembre-se de que inspiração é uma propriedade do texto escrito, e não do modo de sua produção (embora eu esteja totalmente aberto à ideia de que as circunstâncias em torno de Paulo, escrevendo livremente Romanos, possam ter incluído algumas sugestões do Espírito Santo, ausentes nas circunstâncias de Hitchens). Mas a diferença essencial reside na atitude de Deus para com o que está escrito. No primeiro caso, Deus quer comunicar através do autor Sua mensagem para nós. Ele pretende que a carta aos Romanos seja a Sua Palavra para nós. Portanto, Romanos é um caso de discurso apropriado ou delegado, como um chefe fazendo uma carta escrita por seu secretário como sua própria, apondo a sua assinatura nela. Por outro lado, Deus apenas permite a Hitchens escrever o que ele escreve, sem endossar sua verdade ou adotando-o como Seu. Deus permite que Hitchens estenda suas falsidades porque, na Sua providência, os livros de Hitchens têm um papel a desempenhar no plano geral de Deus para a história humana. Mas Deus não vê os livros de Hitchens como a Sua Palavra para nós para ser confiada e obedecida. É aí que reside a diferença essencial entre a Bíblia e qualquer outro produto literário da livre atividade humana.
- William Lane Craig